Bem antes do Padawan nascer, conversamos muito como seria a educação dele. Entre erros (muito erros para falar a verdade) e acertos, algo que nos orgulhamos é que nunca o superprotegemos. Não saíamos correndo quando ele subia em algum lugar que poderia se machucar levemente. Deixávamos ele ter aquela experiência. Sabíamos que ele ia se frustrar em algo? Deixa o moleque passar por isso.

Inclusive teve uma vez que ele resolveu vender cartolina aqui na porta de casa. A Fá não queria deixar pois achava que ele não ia vender nenhuma e iria ficar frustrado. No final, deixamos para que ele possa passar por essa experiência. Alias, fiz um post sobre isso aqui e não é que o moleque ganhou dinheiro?

Voltando, a superproteção dos pais é um grande problema para os Jovens Padawans. Devemos deixá-los descobrirem o mundo, se machucarem, se frustrarem e tudo mais. Ao protegermos eles de passarem por isso, o mundo irá ensina-los da pior forma possível. E aí você já sabe no que dá.

O que os Padawans precisam saber é que se tudo der errado, eles terão o apoio emocional dos pais. Estamos aqui para isso, certo?

O psicólogo José Antonio Luengo deu uma entrevista para o El País sobre o risco de tentar evitar todas as frustrações dos Padawans. Nessa entrevista, ele usa o termo Pais Helicópteros, que são os pais que sobrevoam sem trégua as vidas dos filhos:

Hoje surge um termo muito interessante, o de pais “helicópteros”, numa clara alusão a uma maneira de gerir a educação dos filhos, baseada na hiperproteção. Uma espécie de hiperpaternidade, que vê os filhos como seres intocáveis, que, no fim, acabam tendo mais medos do que nunca. Pais que sobrevoam sem trégua as vidas dos filhos (daí o helicóptero), pendentes de todos os seus desejos e necessidades. O mundo parece acabar se seus filhos hesitam, se aparecem frustrações, preocupações. Se eles se entristecem ou, um dia, se zangam com os amigos. Envolver-se na vida dos filhos é inerente, é claro, a um exercício adequado da autoridade parental. Outra coisa é o ofuscamento pela perfeição, pela necessidade, quase obsessiva, de que sejam os melhores em tudo. Em tudo. – José Antonio Luengo

E paternidade/maternidade não é uma tarefa fácil. É duro ver nossos filhos sofrendo, tristes, porém precisamos entender que muitas vezes é para o bem deles. Como uma vacina. Ela dói, faz os bebês chorarem, mas é para o bem deles. E como é difícil achar o equilíbrio disso tudo. Mas como disse uma peixinha uma vez, devemos continuar a nadar sempre! Nunca desistir e colocar na cabeça que muitas vez uma desventura é um grande aprendizado para todos.

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