X-Men é uma metáfora ao preconceito e, infelizmente, continua atual

Em 1954 a Suprema Corte do EUA declarou inconstitucional a separação entre negros e brancos  em instituições de ensino. Mas uma boa parte da população branca não ligou muito e continuavam a segregar nos restaurantes, nos ônibus e em praticamente todos os espaços públicos.

A bomba estourou quando no dia primeiro de dezembro de 1955 a Rosa Parks, afroamericana, se recusou a ceder seu assento em um ônibus para um branco e acabou sendo presa. Era um costume nos Estados do sul os negros cederem seus lugares aos brancos, mesmo com a Suprema Corte dos EUA declarando essa atitude ilegal.

Os brancos não aceitavam a declaração da Suprema Corte. Só para você ter uma ideia, o presidente John F. Kennedy precisou enviar 5 mil membros da Guarda Nacional para garantir a matrícula de um aluno negro na Universidade do Mississippi. E no começo dos anos 60 iniciou-se o Movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos liderados pelo Martin Luther King Jr e Malcon X.

Ok Nerd Pai, o que tem a ver Jack Kirby, Stan Lee e X-Man nisso tudo, você pode perguntar. TUDO Pequeno Gafanhoto, TUDO!

Quando Jack Kirby e Stan Lee criaram os quadrinhos dos X-Men nos anos Anos 60, era uma metáfora da luta pelos Direitos Civis que a comunidade negra norte americana enfrentava. Magneto representava o radicalismo de Malcon X e Xavier o pacifismo de Martin Luther King.

Os X-Men eram caçados e segregados pelo Governo da mesma forma que os negros nos Estados do Sul. Sabem os Sentinelas, os robôs construídos para capturar ou exterminar mutantes? Muitos dizem que eram uma analogia aos membros da Ku Klux Klan. Pesado, não? Mas muitos personagens, como a arte, retratam a vida real.

Jack Kirby e Stan Lee esfregavam na cara que o preconceito é errado e que ele mata! Certeza que leitores racistas naquela época achavam um absurdo o que faziam com a Ciclope, Fera, Homem de Gelo, Anjo e a Jean Grey, mas exigiam que os negros não sentassem perto e nem que estudassem com eles.

Percebe a loucura de tudo isso? Mas você acha que mudou alguma coisa de lá para cá?

Cortando para os dias de hoje, ainda o preconceito está entre nós. Os homossexuais, negros e as mulheres são os que sofrem e aí percebemos o quanto que os X-Men são atuais. Incrível que um tempo atrás discutiam uma tal de Cura Gay! Dá para curar alguém que nasce baixo? Dá para curar alguém que nasce negro? Então por que dá para curar quem nasce gay?

Em X-Men: O Confronto Final, de 2006, temos essa cena:

Então pais, mães, nerds e geeks, vamos cada um cuidar da sua vida! Se você não concorda com algo, não o faça e deixe as pessoas serem felizes! Não vamos desrespeitar as pessoas só porque são diferentes de vocês. Claro, podemos discutir um tema com educação e respeito, até porque sem discussão ninguém evolui. Mas tenham humildade em mudar de opinião. Até porque só muda quem um dia teve uma.

E vamos ensinar isso aos nossos Jovens Padawns, ok?

Finalizando, não vamos desejar finais felizes apenas em quadrinhos e filmes, pois esse mundão tá precisando muito mais.

Post inspirado pela Mariana Bonfim / Movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos Via Wiki